segunda-feira, 26 de novembro de 2007

PRADARIAS


Pradarias ou Campos

Os campos localizam-se principalmente no sul do Brasil. A Campanha Gaúcha é constituída por uma superfície plana e igual que, por causa da sua enorme extensão e seu aspecto uniforme, apresenta uma vegetação * monótona, constituída basicamente por gramíneas (10 a 50cm de altura), formando um tapete que recobre o relevo* suave (coxilhas).
As arvores são quase ausentes desse sistema e as espécies herbáceas (arbustos ou gramíneas) que existem na região, podem aparecer em tufos dispersos, deixando exposto e desprotegido o solo *, que recebe da vegetação umidade, e uma importante quantidade de matéria orgânica, pois é muito pobre de nutrientes. Assim as raízes das espécies não são muito profundas.

* Vegetação: A pobreza do solo, explica a pobreza da vegetação. As adaptações às condições climáticas são a diminuição da transpiração e da evaporação através da mudança da forma de suas folhas, que passam a ter formatos mais alongadas e pontiagudos.
* Solo: Os solos possuem acidez excessiva e são compostos por:

- uma espécie de barro fino tão fortemente ligado que só com muita dificuldade absorve água

- um barro arenoso com pedregulhos que fornece a vegetação um solo muitas vezes duro e pouco permeável que depois das chuvas seca rapidamente.

* Relevo: A topografia suave com pouca declividade deixa o chão sem abrigo contra a insolação e os ventos, permitindo ao mesmo tempo um rápido secamento pelo escoar da água.
* Clima: O clima da região é ameno devido a sua posição subtropical, e o regime de chuvas é constante e há ocorrências de geadas nos meses mais frios. O clima da região é denominado subtropical úmido.

MATA DE ARAUCÁRIA


Mata de Araucárias

A presença da mata de Araucária, sem dúvida, é o elemento que mais se distingue na fitofisionomia do Sul do Brasil. Ela se encontra ao longo do Planalto Meridional, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De modo geral pode-se dizer que seu aparecimento se acha ligado ao clima, que é condicionado pelo relevo e pela altitude. Os planaltos constituem o seu habitat por excelência, sendo evitados os vales dos grandes rios. Essa região caracteriza-se por alto índice pluviométrico e por temperaturas moderadas. Para a Mata de Araucária, o solo não parece ser um fator primordialmente limitante, pois esta ocorre nos mais variados tipos de solos. Geralmente a quantidade de húmus no solo é muito grande. A araucária tem preferência por lençóis freáticos pouco profundos. O pinheiro tem extrato arbóreo homogêneo, as folhas são muito agudas e sésseis. A árvore pode ter até 25 metros de altura e o tronco até 2 metros de diâmetro. Essa mata subtropical está associada à epífitas, palmeiras e samambaias.

CERRADO


Cerrado

Cerrado é um bioma que ocupa cerca de 22% do território nacional, abrangendo os estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, partes menores em São Paulo, Paraná, Maranhão, Piauí e pequenas manchas no Amazonas, Roraima, Paraná e Rondônia.
A fisionomia característica desta região é constituída por arvores e arbustos tortuosos, geralmente espaçados e que tem entre 3 e 10m de altura.
As árvores e arbustos apresentam também troncos de cortiça espessa e folhas coriáceas. Quanto ao clima pode-se dizer que é tropical, com precipitações anuais acima de 1000mm. Há no cerrado duas estações climáticas distintas: inverno seco, apresentando elevada deficiência de água (maio - setembro) e verão chuvoso onde ocorre aproximadamente 90% da precipitação anual (outubro - março).
O solo do cerrado em geral é antigo, intemperizado, ácido, profundo e possui alta concentração de alumínio que causa toxidez às plantas, inibindo o seu crescimento e levando-o a apresentar semelhanças com a caatinga. Sendo assim devemos associar a fisionomia semi-árida da vegetação do cerrado não à deficiência de água - uma vez que suas raízes chegam à 18m de comprimento para alcançar o lençol freático e suprir a necessidade hídrica durante a estação seca - mas sim ao solo, que não possui os nutrientes necessários à síntese de proteínas.



Caatinga

A Caatinga estende-se por todo interior do nordeste oriental, chegando ao sul do Piauí e a norte de Minas Gerais. É marcada pelo clima semi-árido, com chuvas irregulares, com estações do ano não muito bem definidas: uma quente e seca, e outra quente e úmida (isto ocorre devido a irregularidade das chuvas somando a circulação de massas de ar na região). O cenário árido é uma descrição da Caatinga - que na língua indígena quer dizer Mata Branca - durante o período prolongado de seca correspondente ao inverno. Muito provavelmente os indígenas batizaram-na com este nome por apresentar-se sem folhas e com aspecto seco a maior parte do ano. O relevo da região, embora apresente altitudes modestas, possui uma disposição para o sentido norte-sul canalizando os ventos alísios. São estes corredores de vento que dificultam a ocorrência de chuva na região. O solo da zona da Caatinga é rico em sais minerais e paupérrimo em matéria orgânica devido a intensa luminosidade calor, que carbonizam a matéria orgânica, dificultando sua decomposição. Em seguida, esta matéria orgânica carbonizada é espalhada pelo vento. O solo, por ser composto principalmente por argila, possui grande capacidade de retenção das águas das chuvas, não permitindo que estas circulem. As plantas possuem raízes superficiais para o máximo de absorção destas águas. O relevo atual surge a partir de influências de processos morfogenéticos subatuais, responsáveis pelos grandes traços do modelado, planaltos arrasados e alguns morros isolados ("inselbergs"). Sua vegetação é constituída por arbustos tortuosos que perdem as folhas na estação seca, cactáceas e bromeliáceas, e por vegetação rasteira que surge na estação chuvosa. Temos como exemplo da vegetação arbustiva a Aroeira, o Juazeiro, com porte arbóreo em condições favoráveis de solo. Como cactáceas temos o xiquexique, o xiquexique do sertão e o mandacaru. E como bromeliácea temos o caroá. Esta região possui três bacias hidrográficas: a do São Francisco, que banha o Sertão, a do Parnaíba, que banha o Meio-Norte e a Bacia Secundária do Nordeste, constituída principalmente por rios intermitentes ou temporários.

Floresta Equatorial




As elevadas temperaturas, a forte umidade do ar e a abundância de precipitações, explicam o extraordinário desenvolvimento da vegetação nas regiões equatoriais. Trata-se duma floresta muito densa, algumas vezes chamada pelos habitantes locais (principalmente na Amazônia) por «inferno verde». A vegetação é tão densa, ou seja, as plantas crescem umas por cima das outras e existe entre elas uma grande competição pela luz, pois é indispensável para a fotossíntese, que podem-se considerar na floresta equatorial vários estratos (ou andares), havendo em cada um deles determinadas espécies de plantas. Na imagem ao lado, dificilmente se imagina a altura das árvores, nem sequer dá para imaginar o modo como as plantas estão tão junto umas das outras. Contudo, o chão ainda está muito longe. As árvores da imagem têm normalmente cerca de 40 metros de altura, mas podem chegar até aos 60 metros.

domingo, 25 de novembro de 2007

Trabalhos Escolares de Geografia - 3º Ciclo


Paisagens

Paisagem é um conjunto de fatores que podem ser naturais ou não. É determinada pela natureza, cultura, emoção e fatores sócio-econômicos do homem. Este termo é usado para caracterizar visuais e ambientes que podem ser naturais ou humanizados.

A paisagem natural é aquela obtida da natureza sem o toque humano. Enquadra modificações desde que sejam sofridas ao longo do tempo por fatores climáticos, pela temperatura e outros.

A paisagem humanizada é aquela em que o homem modifica a natureza de acordo com suas necessidades em busca de retirar a cobertura vegetal para a construção de estradas, indústrias, roças e outros. A característica de uma paisagem depende da intensidade de modificações humanas podendo ainda ser classificadas como paisagens agrícolas, minerais, industriais e urbanas.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Visita em Inhotim com os alunos do 3º Ciclo






Localizado em Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte (MG), Inhotim apresenta sete espaços dedicados a exposições e 350 mil m² de jardins paisagísticos em meio a uma área de mais de 4 milhões de m² de mata nativa preservada.
Muito além da arquitetura convencional dos museus urbanos e parques de escultura, Inhotim espera oferecer aos artistas a oportunidade para sonhar e produzir obras de grande escala e complexidade.

Além da sua harmonia e porte expressivo, o jardim de Inhotim possui relevância como centro de pesquisa e educação ambiental. São 350 mil m² de jardins - parte deles criada com a colaboração do mestre paisagista Roberto Burle Marx (1909-1996) - com uma extensa coleção de 1.600 diferentes espécies ornamentais nativas e exóticas e 30 mil m² de lâmina d’água divididos em três lagos.
Inhotim é uma instituição comprometida com o Meio Ambiente. Na manutenção dos jardins é utilizado manejo baseado em produtos biológicos e toda água captada e utilizada nos sistemas de abastecimento, irrigação e piscicultura é devolvida à natureza livre de contaminação. Em uma área de 1200 Ha de Mata Atlântica no entorno do jardim, Inhotim desenvolve programas para a preservação e recuperação da cobertura vegetal. Inhotim mantém convênio técnico-científico com o Sítio Roberto Burle Marx-IPHAN/MinC, no Rio de Janeiro, e promove programas de educação ambiental para os jovens da comunidade onde está inserido.

Inhotim está aberto ao público de quinta-feira a domingo e feridos, das 9h30 às 16h30.

Visitas Temáticas
Com duração de uma hora e oferecidas a todos os visitantes. Essas visitas enfocam áreas específicas de Inhotim e partem de diferentes pontos do museu em horas pré-determinadas.
Visitas Especiais Orientadas
Para grupos maiores de até 25 pessoas, com reserva antecipada e duração de duas horas e meia. Essas visitas contam com orientação de educadores das áreas de arte contemporânea e meio ambiente.
Visitas Educativas
Inhotim cadastra escolas para participar de sua ação educativa, oferecendo atividades a professores e alunos.
Informações para visitantes:
De segunda à sexta-feira, das 9h às 18h31 3227-0001mailto:3227-0001info@inhotim.org.br