
A América do Sul é um subcontinente que compreende a porção meridional da
América. Sua extensão é de 17.819.100 km², abrangendo 12% da superfície terrestre, porém só tem 6% da população mundial. Une-se
à América Central, ao norte, pelo
istmo/
canal do Panamá. Tem uma extensão de 7.400 km desde o
mar do Caribe até o
cabo Horn, ponto extremo sul do continente. Os outros pontos extremos da América do Sul são: ao norte a
Punta Gallinas, na
Colômbia, ao leste a
Ponta do Seixas, no
Brasil, e a oeste a
Punta Pariñas, no
Peru. Seus limites naturais são: ao norte com o
mar do Caribe; a leste, nordeste e sudeste com o
oceano Atlântico; e a oeste com o
oceano Pacífico.
Originalmente foi povoado por
ameríndios e alguns povos de culturas sofisticadas, principalmente os
incas. A maior parte da América do Sul foi colonizada pela
Espanha e
Portugal. A reivindicação espanhola se baseava nas descobertas de
Cristóvão Colombo; em sua terceira viagem (1498) ele navegou ao longo da
costa venezuelana e aportou em
Trinidad. Em
1500, o
explorador português Pedro Álvares Cabral desembarcou no atual
estado da
Bahia e se apossou desse
território em nome de
Portugal. O
Brasil português e o
vice-reinado espanhol do Peru constituíam as duas principais
jurisdições administrativas da América do Sul nos
séculos XVI e
XVII. No
século XVIII subdividiu o
Peru, acrescentando dois
vice-reinados,
Nova Granada (
1717) e
Rio da Prata (
1776). No
século XVII,
Inglaterra,
França e
Holanda também estabeleceram
colônias na costa nordeste do
continente. O povoamento inicial foi pelo
litoral, e até hoje os centros urbanos estão concentrados próximo à
costa e não no interior do
continente.
Em
1816 e
1825, a maior parte da América do Sul espanhola se tornou independente, sob a liderança de
Simón Bolívar e
José de San Martín, e conseqüentemente dividiu-se em
países:
Venezuela,
Colômbia,
Equador,
Peru,
Bolívia,
Chile,
Argentina,
Paraguai e
Uruguai. O
Brasil se tornou independente de
Portugal em
1822. A
Guiana Inglesa se tornou
Guiana independente em
1966,
Suriname, colônia holandesa, teve sua independência em
1975, mas a
Guiana Francesa ainda continua sob domínio
francês. O continente permaneceu politicamente independente na maior parte do
século XIX, principalmente graças à
doutrina Monroe, que evitou a
expansão européia. Ao mesmo tempo, recebeu cerca de 15
imigrantes provenientes da
Europa, e sofreu influências culturais e ideológicas tanto dos
Estados Unidos quanto da
Europa. Investimentos econômicos consideráveis foram feitos, principalmente pelo
Reino Unido, na produção primária, como
mineração e
carne, levando esses mercados à dependência. O
continente é predominantemente
católico romano; No
século XIX e princípio do
século XX a Igreja ocupou posição política e social importante e exerceu força conservadora. Recentemente, suas posições foram contestadas por padres do movimento da
Teologia da Libertação, que visavam o engajamento político da
Igreja em prol dos pobres e destituídos. A rápida
urbanização superou a oferta de emprego e moradia. Como esforço para estimular o
comércio e
produção, formaram-se grupos econômicos como o
Mercado Comum Centro-Americano,
Associação Latino-Americana para o Livre Comércio (
1960), e a
Associação para Integração Latino-Americana (
1981). Projetos de
desenvolvimento superdimensionados e a elevação dos preços do petróleo na
década de 1970 sobrecarregaram muitos países sul-americanos com dívidas que suas economias altamente dependentes dos mercados financeiros mundiais não tiveram condições de honrar. Desde
1º de janeiro de
1995 vigora o
Mercosul (Mercado Comum do Sul), que pretende extinguir gradativamente a
fronteira econômica entre
Brasil,
Argentina,
Paraguai e
Uruguai.
A América do Sul possui vastos recursos naturais e graves problemas econômicos e sociais. Nas décadas de
1960 e
1970, a maior parte dos países sul-americanos estava submetida a
ditaduras militares, geralmente apoiadas pelos
Estados Unidos da América. Turbulências políticas continuam, a despeito da
democratização iniciada na
década de 1980. Em razão do alto endividamento externo e interno, vários países sul-americanos aplicam as políticas do
Fundo Monetário Internacional (FMI), que comprimem as contas públicas mas não eliminam as crises.
Nos últimos anos, essa parte do
continente vive uma chamada "onda de esquerda". Em vários
países,
presidentes considerados de esquerda são eleitos, em contraste com a situação vivida em décadas recentes. Essa onda começou com
Hugo Chávez, que ganhou as
eleições na
Venezuela em
1998. Depois, foi a vez de
Luís Inácio Lula da Silva, no
Brasil (
2002),
Néstor Kirchner, na
Argentina (
2003),
Tabaré Vázquez, no
Uruguai (
2004),
Evo Morales, na
Bolívia (
2005), e
Michelle Bachelet, no
Chile (
2006).
Com 17,8 milhões de quilômetros quadrados, a América do Sul une-se à
América do Norte pelo
istmo da
América Central e separa-se da
Antártica pelo
estreito de Drake. A porção oeste é ocupada pela
cordilheira dos Andes, cujo ponto mais alto é o
monte Aconcágua, com 6.960 metros. As
planícies centrais abrigam a
bacia hidrográfica do
Orinoco, a
Amazônica e a do
Prata. Na região norte, onde o
clima é
equatorial, encontram-se
florestas tropicais úmidas. Os rios que descem a
cordilheira dos Andes em direção ao
oceano Pacífico são, em geral, curtos, enquanto os que correm em direção ao
Atlântico, extensos, como o
Amazonas,
Tocantins,
São Francisco,
Paraná e da
Prata.
Nas áreas mais
secas do centro localiza-se o
cerrado. O sul possui faixas áridas, como o
deserto do Atacama, e uma
zona temperada, ocupada por
florestas tropicais e pelos
pampas argentinos. De acordo com o
World Resources Institute, a América do Sul preserva quase 70% de suas
florestas. A maior mata nativa é a da
Amazônia, seguida das
florestas temperadas do
Chile e da
Argentina.
A América do Sul tem 380 milhões de
habitantes. Vazios demográficos (como as
florestas tropicais, o
deserto de Atacama e as porções geladas da
Patagônia) convivem com regiões de alta
densidade populacional, como os centros urbanos de
São Paulo,
Rio de Janeiro,
Buenos Aires,
Lima e
Santiago. A população é formada principalmente por descendentes de
europeus (em especial
espanhóis e
portugueses),
africanos e
indígenas. Há alta porcentagem de
mestiços. As principais
línguas são o
espanhol e o
português.
A
indústria está concentrada no beneficiamento de produtos
agrícolas e na produção de
bens de consumo. No
Brasil e na
Argentina encontra-se mais diversificada, abrangendo setores como
extração e refino de
petróleo,
siderurgia,
metalurgia,
química e
automobilística, entre outras. O
Brasil é responsável por cerca de três quintos da
produção industrial sul-americana. A
mineração inclui a extração de
petróleo (com destaque para a
Venezuela),
cobre,
estanho,
manganês,
ferro,
zinco,
chumbo,
alumínio,
prata e
ouro. A
agricultura é
intensiva nas áreas
tropicais, onde há
culturas voltadas para a
exportação (
café,
cacau,
banana,
cana-de-açúcar,
algodão e
cereais). A
pecuária é praticada em larga escala no sul e no centro.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cordilheira_dos_Andes